sábado, dezembro 24, 2011

O Cara...

Tudo está tão estranho...
entro em uma sala,
no meio dela ,uma pessoa familiar,
seria eu mesma?
há um espelho ... refletindo o meu oposto

de repente ...
sensação de leveza e voo
entre nuvens feitas ar azul e branco ...
lá em baixo vejo minha vida, a certeza de algo incerto
escolhas, experimentar, refletir estar ou não
pular? em um meio de um precipício, loucura?
eu pulo sim, meu corpo fica intacto
mas meu coração dilascerado ...

ao triste jovem em busca de experiências diversas
há muito o que "viver".

escolhas de ter e não ... ser livre? o que é isso?
experiências? paciência... perdas? talvez...
vale a pena tudo isso? arriscar tanto?
compreensão a não entender nada
do outro lado da sala me vejo
junto aos pensamentos, separados ..

- Nilya-

sexta-feira, dezembro 23, 2011




Efeito da libélula...
te fazer "forçar" em expressar suas esperanças,
sonhos, necessidades e desejos conscientes
Feito, dores, receios, arriscar... tocar,

Aquela menina-mulher-moleca... mudou!
porem certos medos continuam,
desencorajam ao risco de se quebrar...
tudo esta estranho feito porcelana.

"Aproxime-se nesta escuridão pouco revelada"
uma voz ecoa sobre este lugar incerto,
a essência do silêncio mar, ouvirás ...
tempestade vem a tona! fico feita estátua,
o sentimento guardado evoluiu, amadureceu, cresceu.
floreSeu.

Aquele pequeno ponto vermelho é minha essência
de seu cheiro peculiar,
me volta a tona, coragem.

errar de errar, errei, não sou feita máquina
arriscar, tornou-se necessidade,
o jogo razão-emoção, se iniciou,
como agir? reagir?
permitir-me fluir! aos impulsos ...
a mais pura, de sua escrita revelada,
sem pensar ... é a sincera essência.
ao mar mergulharei em mim.
o tic-tac silenciou-se a vácuo.

Libélula pousou sobre meu lado esquerdo.
- Nilya -

quarta-feira, dezembro 21, 2011

Tempo ao tempo... tic

Ecoa o tic e tac....
em minha mente se exacerba,
não me deixo murchar como uma rosa no copo ...
adentra em mim, em meu labirinto
das mais diversas sensações,
e sempre, o mesmo resultado.
aos desapegos, ao tempo que para em si
em mergulhar-se no seu próprio mar
secar-se e ter a plenitude em continuar
mais leve, mais solto...
o tic-tac se silencia na troca de olhar.
- Nilya-

segunda-feira, dezembro 19, 2011

Vivo a vida,
do revés, ao incerto ou ao certo,
não sei! se existem regras, posso subvertê-las,
gosto de provocar! de forma sutil...
faço meu próprio caminho, vida é curta
e não se usa borracha, gosto do simples complexo,
me divirto com a chuva, com a pétala que assopro
sou corrompida pelo coração...
é algo que não posso controlar...
apenas vivo!
para valer a pena.
- Nilya -

sábado, dezembro 10, 2011

Día del Payazo ...

Ser payazo, está dentro de nós
algo inexplicable, la sutileza
de saber vivir con algo tan puro y simples
algo que no se aprende de la noche para la mañana...
ter que ver partir uma parte de mim
e ter que disfarçar a dor com um sorriso.
- Nilya-


Deixo aqui um poema deste grande palhaço...
Eu quero explicar a vocês

O que é ser um palhaço
O que é ser o que eu sou
E fazer isso o que eu faço

Ser palhaço é saber distribuir
Alegria e bom humor
E com esforço contentar
O público espectador

Muita gente diz “Palhaço”
Quando quer xingar alguém
E esse nome pronunciam
Com escárnio e desdém

E ao ouvir esta palavra
Outros sentem até pavor
Como se palhaço fosse
Criatura inferior

Mas de uma coisa fiquem certos
Para ser um bom palhaço
É preciso alma forte
E também nervos de aço

E além de tudo é preciso
ter um grande coração
para sentir isso o que eu sinto
grande amor à profissão

O Palhaço também tem
Suas noites de vigília
Pois lá na sua barraca
Ele tem a sua família

Palhaço, meus amigos,
Não é nenhum repelente
Palhaço não é bicho
Palhaço também é gente

Falo isso em meu nome
E em nome de outros palhaços
Que muitas vezes trabalham
Com a alma em pedaços

Ser palhaço
É saber disfarçar a própria dor
É saber sempre esconder
Que também é sofredor

Porque se o palhaço está sofrendo
Ninguém deve perceber
Pois o Palhaço nem tem
O direito de sofrer"

quarta-feira, dezembro 07, 2011


Desta Roda gigante...
inicia o novo ciclo cíclico...
estas cores ácidas, amargas,
doce, espumosa, revitalizantes
sinto o vermelho, branco e amarelo
numa contextura inigualável
no início vejo espuma suave da vida
o semi líquido neutralizante
do doce amor inassimilável
contém traços acidificados
entre tons avermelhados
entre o fundo gritante
que para neste instante.
para este,
este tom semi-molhado
sinto gosto latente.
- Nilya -

segunda-feira, dezembro 05, 2011

Sou Vegetariana ...
mas fui até um açougue, jogaram meu coração
no processador que se fez carne moída ...
Fico sem esperanças, confusa
serei movida apenas com a razão
pelo desejo, pela tentação
acreditar no destino? no amor?
sim acredito, por mim
histórias lindas de amor?
o que é isso?
Onde há amor há sofrimento ...
abrir mão é perder
querer bem (amar) a pessoa é sofrer
esperar? pra que? se o tempo tende a passar
agente não para, o tempo não para...
se pudesse parar, pararia nos momentos bons
ficaria ali algum tempo usufruindo
vale a pena sofrer? acreditar? se culpar?
sim, sou carregada de culpa
o jogo acabou!
?
- Nilya -