sexta-feira, março 23, 2012

me pego no vento

cansada, exausta, estupefata ...
dentro de si, dentro de mim,
na sala de espera, plena ...
se resguardam aos poucos mágoas,
se resguardam ressentimentos
me deparo na parede que transparece
sem poder sentir, tocar ...
o vento ao amanhecer me colore,
descolorida por fora, sem odor
o suor deste pleno calor
se esfria ao rebo tear o que bem queria
já não existe mágoas nas águas pluviais
já não existe a espera nas terras desertas
estou sem estar ... estou na sala de espera
sem ao menos querer me sentar
sem ao menos querer me privar
sensação das cores do prazer das conquistas
que refletem em meu espelho
feliz por apenas ser ......

quarta-feira, março 14, 2012

guia ...

O caminho ... ?
é me guiar, pelo ar
pelo tu dum ...
pensar sem pensar
querer e fazer para não se deter
bater asas, pé enterrados, livre!
o incerto? deixa pra lá
faço o meu certo para guiar
guiar o ca mi nho, um passo a cada
giro rodopio me mareio
nada me deterá
-Nilya-

segunda-feira, março 12, 2012



Hoje acordei,
me deparei com meu reflexo
das doces lembranças,
do meu labirinto sem saída,
das tempestivas indecisões
estampados em meus olhos
olhos inchados que eu jamais vi
vi de viver, refletidos pelo luar

Na frente dos trilhos
um som agudo
do trem se aproximando
ao fechar os olhos
sensação de se atirar
de me atirar
nesta ventania acolchoada
envelopada
os cabelos esvoaçantes
me reflito entre janelas
me sorrio ...


domingo, fevereiro 26, 2012

Entre Conversas ...


Na luz da penumbra
iluminando esta rua estreita
feito paralelepípedos ...
entre madrugada, entre casas
duas sombras, entre conversam
ali paradas, ali entre luz a projetam sobre parede
discutem algo presente, estão
pra que restam as dúvidas?
o prazer da matemática se multiplica,
sentimento nem física quântica explica,
não há nada que as empeçam
somente se uma delas retornar para escuridão
se for iluminar o dia?
nada é perfeito, melhor jeito
ficarem ali entre conversas, aproveitar o tempo
antes que passe sem incompleto
do que pensar em possibilidades,
não se divertirem cem porcento,
ali sombras paradas,
entre musica de fundo os ouvidos sentem
e as palavras.... entre
desaparecem.
- Nilya -

quinta-feira, fevereiro 23, 2012


Na Luz da penumbra me reflito
entre as sombras, entre meio dos segundos
doce tempo ...
amargo caminho ...
me degusto do vento que passa entre cabelos
do toque das gotas do céu
do obscuro mundo do labirinto das incertezas

apimentada alegria
refletidas entre pessoas próximas
gestos singelos deixam me acesa
sigo ... em ... frente
em busca do conhecido
simpfelicidade de viver ...
existo, pensante, andar

ouça o som ...
alegria de estar, apenas estar.

- Nilya -


sexta-feira, fevereiro 17, 2012

Ao sustentar este ar que respiro,
a brisa leve toca o meu andar
engatilho e me mantenho
flutuo como nunca antes
me vejo no reflexo de teu olhar
das barreiras que encontro,
me suporto.
o temor se vai compactado
o sabor que já experimentei
está diferenciado
Olhe para o fluxo ...
a brisa leve, se faz tufão
das redescobertas, se faz novidade
se faz único,
entre o vazio e o incompleto,
encontro segurança,
da buliçosa tempestade,
a mais linda paisagem
os raios do sol renascem.
- Nilya -

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Toque ...


O toque ...
sempre um desafio
ir ou não ir,
há dúvidas,
porque?
se o certo é o certo,
palavra insegurança
refletida para não avançar ...
sacrificando, ao invés de aproveitando
o bom está incomodo,
sigo em frente, evoluindo, evoluindo
e de repente ...
um choque! há uma parede invisível
uma dúvida, parede?
paro, fico, olho, espero, continuo ...
evolução no escondido, no escuro
volta o sol, iluminar,
gárgula, torna-se estátua.

apenas o toque vira desafio ...
se o certo é o certo
incerto é, o perfeito, pleno, puro
na busca de algo perfeito que não é
o certo, a maneira de lidar
com estes insetos pensamentos.

- Nilya -